Nova Rio Fm (Rio de Janeiro-RJ) Whatsaap: 21 98194-4184
Designer denuncia agressão por homofobia em bar de Mesquita; vítima levou 35 pontos no rosto
15/04/2026
(Foto: Reprodução) Designer denuncia agressão por homofobia em bar de Mesquita
A Polícia Civil do RJ investiga a agressão a um designer de moda ocorrida na madrugada da última sexta-feira (10), em um bar no Centro de Mesquita, na Baixada Fluminense. Segundo a vítima, o ataque foi motivado por homofobia.
Michel Fernandes Cardoso levou 35 pontos no rosto após ser atingido por golpes com uma garrafa de vidro.
Segundo a vítima, que mora no Rio Grande do Sul, ela estava na cidade visitando familiares e decidiu ir a um bar próximo à casa da mãe. Ainda de acordo com o relato de Michel, enquanto estava sentado no local, passou a ouvir comentários homofóbicos feitos por um homem que estava acompanhado da esposa e do filho.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça
Ao questionar as ofensas, Michel afirma que o homem se exaltou e iniciou as agressões físicas. Segundo a vítima, ele foi imobilizado com um golpe conhecido como “mata-leão”, enquanto o agressor continuava a proferir insultos homofóbicos.
“Ele partiu para cima de mim e perguntou, de forma agressiva, se eu era homossexual. Quando me levantei, ele me deu um soco na boca. Em seguida, me agarrou pelo pescoço, pegou uma garrafa e quebrou na parede”, conta a vítima.
Michel Fernandes Cardoso teve o rosto cortado por uma garrafa de vidro; vítima fala em homofobia
Reprodução/TV Globo
Na sequência, de acordo com relatos, Michel foi jogado no chão e teve o rosto retalhado por golpes feitos com uma garrafa de vidro quebrada, sofrendo diversos cortes. As agressões só pararam após a intervenção da esposa do agressor, que percebeu a gravidade da situação.
“A partir daí, ele começou a fazer cortes no meu rosto, claramente numa tentativa de me desfigurar. No bar havia cerca de dez pessoas, mas ninguém tentou me defender”, contou o designer.
Mesmo ferido, Michel conseguiu reagir, arremessando uma cadeira contra o agressor, e fugiu do bar. Durante a tentativa de escapar, ele desmaiou e foi socorrido por uma mulher em situação de rua.
A vítima foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Edson Passos, onde recebeu atendimento médico e levou 35 pontos no rosto.
Em depoimento à polícia, o suspeito pelo crime afirmou, em depoimento, que não houve homofobia.
Incidente aconteceu em um bar no Centro de Mesquita, na Baixada Fluminense
Reprodução/TV Globo
A Polícia Militar informou que foi acionada para a ocorrência e que a vítima relatou aos agentes ter sido agredida por conta da sua orientação sexual. O caso foi registrado na 53ª DP (Mesquita).
Em nota, a Polícia Civil disse que a vítima já foi ouvida e que agentes buscam imagens de câmeras de segurança e testemunhas. Outras diligências estão em andamento para esclarecer os fatos.
A Coordenadoria de Diversidade Sexual de Mesquita informou que acompanha o caso e que a vítima recebeu atendimento especializado por meio do Centro de Cidadania LGBTQIAPN+ Baixada III e do programa Rio Sem LGBTIfobia, com apoio jurídico e psicológico.
“Isso é um crime de ódio, um crime hediondo, e é muito doloroso. Faço um apelo a quem está assistindo: parem de matar a gente. A gente não quer nada além de viver — viver nossa vida, ser quem a gente é — sem ouvir barbaridades e sem sofrer violência. Por favor, parem de nos matar”, destaca Michel.